Ser objetivo, por mais simples que seja, parece a princípio complexo. Ficou complicado? Pois é! Raras são as propagandas que, com poucas palavras (ou nenhuma!) conseguem transmitir a mensagem de forma clara, objetiva e funcional…
Esta é uma boa tarefa para exercitar nossa capacidade criativa e colocar em prática todos aqueles conceitos de emissor, mensagem, ruído e receptor. Portanto, se você, empresa, quer chamar a atenção do seu público, seja relevante e simples na mensagem.
Para isso, temos algumas dicas funcionais:
O conteúdo de um anúncio publicitário (de qualquer espécie) pode ser composto por linguagem verbal (textos) e não verbal (imagens). Na maioria dos casos, os textos em massa são indicados quando o anúncio tem uma abordagem racional, pois sua finalidade é expor as características de um produto/serviço. Porém, é necessário cautela para a utilização de textos muito longos, pois são poucas as pessoas que param (literalmente) para ler um anúncio. Lembre-se que, a cada dia que passa, as pessoas têm mais tarefas e pouco tempo!
Já a utilização de imagens (leia-se: imagens de boa qualidade) são indicadas para anúncios publicitários com abordagem emocional. Estas são exploradas de diversas maneiras e, aqui no Brasil, este é o tipo de abordagem preferido pelo público, segundo pesquisa da Millward Brown, intitulada “Comunicação global – como as diferenças culturais impactam a performance da propaganda”. Trabalhar uma comunicação utilizando recursos não verbais é um desafio para muitas agências, mas quando bem explorados, resultam em campanhas extraordinárias, afinal, temos que admitir: nós brasileiros somos criativos à beça!
Durante a 24ª Semana Internacional da Criação Publicitária, pude conferir a palestra do ícone da publicidade brasileira, Washington Olivetto, e entre as apresentações dos cases da W/McCann, ele deixou claro que prefere trabalhar com campanhas óbvias e que o simples lhe agrada muito – pois nestas campanhas pode ousar de maneira clara e objetiva, e com muita criatividade.
O desafio é: saber utilizar o pouco tempo que resta do público direcionando-os rumo ao objetivo da propaganda e não para que “descompliquem” a mensagem complicada. Afinal, menos é sempre mais!
Veja o original em: http://www.pontomarketing.com/publicidade-e-propaganda/propaganda-menos-e-sempre-mais/#ixzz1O7cP5imK
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